domingo, 30 de dezembro de 2007

Sophie Calle / Trong Nguyen

"I thought to myself, maybe there's material in taking the errors and enacting the works just as they are described by the journalists? So if a journalist mistakenly said I'd done a project with deaf people, I'd have to do a project with deaf people."
"Before I got irritated and said, 'it's not true, I never said that', I now rub my hands, when I've found something wrong. It's another way of taking care of myself, a way of turning things around. Instead of being upset about being misinterpreted, I go looking for it, I hope for it, I wait for it. It's the right method, turning things to my advantage in order not to suffer from them."

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007




segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

arquitonto says:
muito me comentas tu
Rogério von Costa says:
hihihi
Rogério von Costa says:
és muito espertinho tu és
Rogério von Costa says:
espera até te caírem as obstruções
arquitonto says:
vou começar a disparatar
arquitonto says:
alias ja comecei
arquitonto says:
pa ver se tu as mandas
arquitonto says:
aquele grego é de mim ou era um chato?
Rogério von Costa says:
grego??
Rogério von Costa says:
ai homem, não fales arturês
arquitonto says:
Hesíodo
Rogério von Costa says:
chato porquê??
arquitonto says:
"ai cavei umas batatas e tal e depois discuti com o meu irmão..." , não?
Rogério von Costa says:
nada disso
Rogério von Costa says:
é lindo
arquitonto says:
á
arquitonto says:
então devo estar a confundir
Rogério von Costa says:
o hesíodo é da antiguidade clássica grega
Rogério von Costa says:
caso n tenhas percebido
arquitonto says:
até sei que era agricultor e que se chateou com o irmão, vê lá tu!
Rogério von Costa says:
então sabes tudo
Rogério von Costa says:
eu n acho nada chato
Rogério von Costa says:
acho lindo
arquitonto says:
...mas acho que nunca li
arquitonto says:
...em grego pelo menos
arquitonto says:
vá, manda obstruções que nem eu me arturo mais!
Rogério von Costa says:
LOL

terça-feira, 11 de dezembro de 2007



segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Decido deixar de ser misterioso

Decido deixar de ser misterioso. Esqueci-me de pôr a patilha do despertador para cima. Acordo ás 11:15. A Alinda já começou a trabalhar e ocupou a cozinha. Depois da sessão de ontem decido ordenar o meu quarto. Falo no messenger com o Pedro, o Fernando, a Mónica e com a Marisa. Como. Começo a organizar os livros, instaura-se o caos. Vejo viagens da Roménia para Portugal a pedido da Alinda. Volto ao blog do Hugo. O meu pc está com um vírus qualquer, desinstalo o antivírus e instalo um novo. Pela falta de espaço, decido arrumar a roupa. Mais caos. A Alinda já vai na casa de banho. Fico sem acesso á internet , peço ajuda à Marisa por telefone e depois de desligar e ligar tudo várias vezes a questão fica resolvida. Ligo à Catarina S. para cancelar a visita à futura casa e recombinar outra. Tento contactar o engenheiro, não atende. Recebo uma chamada do Filipe que quer saber se já tenho orçamento. Vou tentando arrumar o que desarrumei. A Alinda já começou a limpar os quartos. Falo no messenger com a Mónica e o Fernando. Ajudo o Edson a imprimir o cv. Actualizo os links do meu blog. A Alinda e eu decidimos que é melhor ela nem tentar limpar o meu quarto, agora fica caótico e sujo. Consigo falar com o engenheiro, depois Catarina S., recombinamos tudo para quarta. O engenheiro volta a não atender o telemóvel. Vou arrumando. Descarrego imagens novas para o site da Mónica. Confiro desenhos do projecto do Marco e faço uma lista das coisas que vou precisar do Ikea. Ligo à minha mãe para confirmar a vinda a Lisboa, confirma-se para quinta. Não encontro os documentos da Lúsiada para entregar à advogada. Como. Ligo á tomada bateria da máquina fotográfica e telemóvel e ao pc o ipod. A minha agenda é pequena, decido comprar uma maior. Ligo ao Kiko para combinar visita ao apartamento, não atende. Limpo as minhas caixas de madeira, agora o quarto tresanda a ‘pronto’. Revejo o meu cv e cartão de visita. Ponho roupa a lavar. Tiro coisas das paredes. Faço a cama de lavado e acrescento ’lençóis’ à lista do Ikea. Continuo a somar mais tarefas na minha agenda. A minha irmã não atende o telemóvel. Organizo as gavetas. Mando uma mensagem ao Rogério que aparece no messenger. Abro a janela de conversação e afinal é o mac dele ou o meu pc que estão loucos. Rogério responde, hoje já não vou á casa conveniente. Escrevo uma mensagem para o Diogo que não mando. Continuo a arrumar. Leio isto: “You could feel wired today whether or not you drink any coffee, for chatty Mercury is getting buzzed by your key planet Uranus. Be careful though, for you could easily commit your time and energy to a social venture that isn't really in your best interest. Before volunteering for something that will only drain your resources, think about the consequences of saying "yes." There's no need to add additional burdens to your already busy schedule.”, e mais isto: “Os Pajens são muitas vezes interpretados como mensageiros e o de Paus não é excepção. Sendo este um naipe muito ligado ao tema da criatividade, da paixão e das iniciativas, a mensagem trazida pelo seu pajem não foge desta temática. Este emissário traz, então, novidades boas, viagens, mudanças que podem ser tanto profissionais como pessoais e que devem ser bem aproveitadas. Os aquarianos, sendo um signo de ar, são bastante racionais e isso faz com que pensem 1001 vezes antes de aproveitar uma oportunidade ou arriscar em algo novo, o que faz com que, por vezes, possam perder boas oportunidades. Se sente vontade de arriscar, porque não o faz?É possível que sinta uma maior vontade/necessidade de aprender mais e de abrir os seus horizontes a outras “frentes”. A curiosidade é a semente da Sabedoria e a Sabedoria é um dos caminhos mais rápidos para chegar ao TopoNas coisas do coração, a maior dificuldade poderá residir na sua teimosia, já que insiste em analisar as situações sempre do mesmo ponto de vista. Que tal tentar aquele famoso método de se colocar na posição da sua “metade”? As pessoas que mais amamos são aquelas que, invariavelmente, acabamos por magoar, mais até pelo à vontade ou pelo facto de partilharmos muita coisa… O tom que usamos, os gestos, as palavras podem magoar e muito, é por isso, que o Tarot aconselha-o/a a ter um pouco mais de cuidado e a monitorizar-se para não criar distâncias que poderão pouco a pouco levar ao desgaste da relacionamento.”.19:00. A irmã liga para tratar da venda da casa da nossa avó e outros negócios. Meia hora ao telefone. Durante o telefonema limpo e penduro um sinal de trânsito, mando-lhe links e leio uma mensagem do hi5 de um tipo que entretanto descobri ser amigo do ex-namorado. Mais um. Irrito-me e ignoro. Continuo a arrumar. Acabaram-se os cigarros. Começo a sentir-me sujo. Fumo tabaco de enrolar. Falo com a Catarina G. no messenger, está apaixonada. Fico com inveja. Revejo e fecho a agenda. Mando mensagem ao Michael a pedir tabaco. Mãe liga com questões construtivas. Estendo a roupa. Faço jantar e como. Agora Leonor no messenger. A Belinda chega a casa, falamos. O Michael chega a casa sem tabaco. Ouço Digitalism, Waldorf, Shinichi Osawa, Markus Nicolai, Boys Noise, Soulwax,… continuo a arrumar. Tiro da parede imagens de um New Beetle, do Hedi Slimane, da LCW dos Eames, material diverso da Apple, interiores dos Claesson, Koivisto e Rune, uma fotografia de um abdómen do Duane Michals e o ‘Beija-me’ da Joana Vaz. Volto á roupa. Mando finalmente a mensagem ao Diogo, já me habituei à escrita inteligente mas tive que soletrar charros. Ainda estou com uma reacção alérgica ao bacon que comi em casa do Fernando na sexta. E outra de ter deixado de tomar sertralina. Decido ir ao médico amanhã. Tomo dois comprimidos de magnesia phosphorica. Tento inscrever-me no OK Cupid que me mandou o Rogério mas estou sem paciência. O Diogo responde à mensagem. O telemóvel está com a memória cheia, dedico-me à selecção e eliminação de mensagens, o que se torna complicado com a troca de mensagens com o Diogo. 23:00. Tomo banho. Agora falo no messenger com a Leonor, o Pedro, o Diogo e o Rogério. Um dia sem sair de casa e sem mistérios. Eu sempre tinha razão quando disse ao André que a minha vida não era muito interessante. Será que alguém pensa que isto não é verdade?

report - how to become an organizer, sessão de esclarecimento #2, seguida de jantar gourmet

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domingo, 9 de dezembro de 2007


documentação pessoal - resposta #7


documentação pessoal - resposta #6

Isabel Maria Vieira Gaspar, 20/12/1976, Licenciada em Tradução, sou tradutora, relações públicas e produtora de actividades culturais na Fonoteca Municipal de Lisboa, quando era mais pequenina queria ser Engenheira Solteira.
Não me lembro de quando te encontrei… estás nas fotografias de todas as minhas idades, mesmo nas de que não tenho fotografias. Então procuro-te… vou recuando pelos anos que não param diante dos meus olhos fechados, e que ainda assim não contém as lágrimas…, mas não encontro o início. Desde que dou conta de mim, tu já existes: ao lado das nossas mães, dos amigos que saíram e entraram das nossas vidas (e que, curiosamente, poucas vezes foram os mesmos), dos teus inseparáveis (terei conhecido todos?), da tua ausência onde nunca deixas-te de estar presente…
Não te consigo definir escrevendo nem pintando... só poderás ler-me, olhando-me quando te recordo. Pensar em ti não é dizer-te obstinado, teimoso, “fácil”, apaixonado, magro, realista, sensível, humilde, forte, inteligente, bonito, gordo, amante ou solitário, porque és tudo isto, muito mais e nada disto, dependendo do contexto. Pensar em ti é fazer uma retrospectiva que tem seguramente 20 anos, que eu não sei como e onde começou e que tem formas, cores e características diferentes dependendo da geografia, dos amores e da idade. Lembro-me de tantas coisas importantes que fiz ou partilhei contigo… de tantos sítios, tantas loucuras e do quanto quero estar contigo ainda. Poderei dizer, com certeza, sim, que és digno e merecedor do (meu) melhor, que perder-te seria perder parte do meu chão, que não é possível demover-te de uma crença (por mais banal ou crucial que seja) e que ter-te nunca é indiferente a quem te tem; ao contrário do que hoje há quem possa pensar, inclusive tu próprio, poucos marcam a vida dos outros como tu o fazes: poucos se empenham como tu te empenhas, poucos sabem ser companheiros como tu sabes - os alvos do teu amor (independentemente da forma) saberão, mas à distância, quão único é partilhar a vida contigo.

sábado, 8 de dezembro de 2007

sábado, 1 de dezembro de 2007